Lost in a Daydream...

Hoje é meu aniversário…

   O quê dizer sobre aniversários? Sei não. Só sei que quando eu era criança aniversário tinha mais graça. Ou minha mãe fazia uma festinha na escola, ou então fazia uma festa de quadrilha. Porque aniversário de criança em final de Junho só pode ser uma festa junina né? E eu lembro do monte de presentes que eu ganhava. Boneca, a maioria. Mas hoje em dia aniversário é tão sem graça. Nem festinha tem mais, no máximo um bolo. Só recebo os parabéns de algumas pessoas estranhas nas redes sociais e um dinheirinho de parentes. Dinheiro porque eu não aceito mais brinquedo, e se não for brinquedo ninguém sabe o quê dar né? E também não sinto nada de especial! Talvez, só um ano mais próxima da morte, quem sabe?

 Ps: [indireta] Nem precisa se preocupar em ir na ask me dar parabéns, tá? [/indireta]

Cara, é tão ruim ver ele com outra.

Tenho “amigos” tão falsos, que se eu tentasse vender eles, seria acusada de pirataria.

(Source: anothertrickymind)

"O que você quer de aniversário?" "Uma arma e o endereço daquela vadia!"

Não acredito que quando eu era criança, desejei que a adolescência chegasse logo. O quê que eu tinha na cabeça?

Making of A Beautiful Lie

Jared: No rest, my friend. We will sleep when we are dead!

Emma: I’m so hungry.

Jared: We will eat when we are dead!

Vídeo completo - minuto 7:42.

(Source: anothertrickymind)

♥ 12 notes // 29th May, 2012 at 17:15
Via anothertrickymind (Original myunspokendesires-deactivated20)
Tags: #Por Mariana Goulart #devaneios 
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anothertrickymind:

O silêncio, às vezes, torna-se barulhento de tão intenso, pois em minha mente se passa mil pensamentos por minuto. Muitos planos, deduções, conclusões. Muito barulho. - Mariana Goulart.

anothertrickymind:

O silêncio, às vezes, torna-se barulhento de tão intenso, pois em minha mente se passa mil pensamentos por minuto. Muitos planos, deduções, conclusões. Muito barulho. - Mariana Goulart.

"- O quê aconteceu que você tá com essa cara fechada hoje?
- Nada. Só estou sem vontade de sorrir hoje."
—— Mariana Goulart

Hoje acordei com vontade de mandar todo mundo ir se foder.

(Source: anothertrickymind)

♥ 1 note // 29th May, 2012 at 16:07
Tags: #to be continued... #Por Mariana Goulart #devaneios 
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  Ele acabara de se mudar para aquela cidadezinha, vindo de uma cidade grande. Não conhecia nada, só havia se mudado porque sua mãe queria ficar próxima da família que ali vivia, após a morte de seu pai. Estava odiando tudo: Os novos vizinhos, a calmaria, a praça colorida de plantas na quadra ao lado, a casa… Aquela casa grande de madeira, pintada de azul escuro. “Que coisa feia!!” ele pensava. 
  Menino de cidade grande, rockeiro até na alma; cabelo castanho escuro, olhos cor-de-mel, alargadores de 8mm nas orelhas, camisetas de bandas, calças velhas e all star sujo no corpo. O único que o entendia era seu pai, igualmente rockeiro, que agora descansava a sete palmos de terra. Onde diabos ele iria encontrar alguém como si naquela cidadezinha do interior?!
  Durante o primeiro dia de mudança teve que ficar em casa para ajudar sua mãe e seu irmão mais velho a organizar a casa e não notou a calma movimentação da rua. Os três só pararam para almoçar e lanchar antes de terminar a maior parte da mudança. Quando a noite caiu, o garoto já se preparava para dormir. Acostumado a dormir depois da meia-noite, estava pronto para cair na cama 9 em ponto, foi quado notou as luzes da casa vizinha.
  Olhou através do vidro. Sua nova casa estivera vazia por muito tempo, os vidros ainda estavam empoeirados. Depois de limpar o vidro com um pedaço de papel, pôde ver com clareza: Uma linda menina de pele clara, corpo esguio, cabelos pretos escorridos e olhos verdes. A garota estava sentada em uma cadeira com os pés descalços apoiados em cima de uma escrivaninha. Com fones de ouvido ela lia um livro que ele não pôde identificar devido a distância. Alguém chamou a menina e ela se virou, e ele notou um piercing no nariz e as unhas pretas. Seria ela uma personalidade forte como ele? Ele não soube responder de imediato, mas estava curioso para descobrir a resposta.
  No dia seguinte teve que acordar cedo para ajudar sua mãe a terminar a organização. Sorte, antes do almoço já haviam terminado. O garoto resolveu então, pegar seus fones de ouvido e dar uma volta. Volume no máximo e mãos no bolso. Fazia um típico friozinho de outono com folhas amarelas caindo. Uns 16 graus, diria. Pelo menos isso ele não odiava. O quê odiava era o calor. 
  Andou até a praça perto dali. Havia crianças brincando no parquinho com piso de areia. Como ele odiava crianças. Sentou-se no banco mais próximo da esquina e passou a observar. Os homens e mulheres mais velhos e alguns idosos caminhavam em volta da quadra. Garotas jovens de estilo fofo e delicadinho. Aquele tipo metido que ele odiava. Os garotos se não uns nerds sem graça, eram uns mauricinhos metidos a besta. Logo ele se lembrou da menina que vira na noite anterior. Por onde erá que ela andava??
  Ficou por ali até o final da tarde apenas ouvindo suas músicas e apenas observando. O sol já dava seus primeiros acenos de adeus. Quando se aproximava de sua casa, notou, do outro lado, embaixo da árvore da casa vizinha, a menina da noite anterior. Ele disfarçou, não queria ser notado. Entrou pelo lado da casa, e detrás do moro ficou a observá-la. Ela lia o mesmo livro e agora pôde ver: “A Metamorfose”. E caramba! Como ela era bonita. À luz do dia pôde ver toda sua beleza, até as pequenas sardas em seu rosto. Ela se vestia com uma camiseta preta, calça comprida e botas curtas sujas. Ela parecia não se importar com o quê iram dizer sobre sua roupa. E ele a admirava ainda mais com tal imagem em mente. Não percebeu o tempo passar. Quando o sol estava se pondo, a garota levantou com seu livro, e se virou de frente para a direção do menino. Ele pôde ver, então, a camiseta com estampa do AC/DC. Se contorceu tanto para a olhar melhor que, quando, notou, estava longe do muro a observá-la, onde ela também poderia o ver.  
  Seus olhares se cruzaram e o estômago e coração do menino agitaram-se. Ela parou e ficou olhando para ele por alguns segundos antes de ser chamada novamente por uma voz de homem. Ela era toda perfeita. E ele era todo errado. E jovem. Sempre fora frio e despercebido, e sempre gostou dos tipos específicos, sem muita frescura. Agora estava ele ali, longe de tudo e de todos, pensando na sua vizinha encantadora e misteriosa que lhe causava uma sensação estranha no estômago e lhe disparava o coração. “Será isso paixão?” Ele se perguntava.
  Não sabia tal resposta, só sabia que a sensação que lhe era causada quando pensava naquela garota era boa, o fazia sorrir. E ele não queria parar de senti-lá…
  - Mariana Goulart

  Ele acabara de se mudar para aquela cidadezinha, vindo de uma cidade grande. Não conhecia nada, só havia se mudado porque sua mãe queria ficar próxima da família que ali vivia, após a morte de seu pai. Estava odiando tudo: Os novos vizinhos, a calmaria, a praça colorida de plantas na quadra ao lado, a casa… Aquela casa grande de madeira, pintada de azul escuro. “Que coisa feia!!” ele pensava. 

  Menino de cidade grande, rockeiro até na alma; cabelo castanho escuro, olhos cor-de-mel, alargadores de 8mm nas orelhas, camisetas de bandas, calças velhas e all star sujo no corpo. O único que o entendia era seu pai, igualmente rockeiro, que agora descansava a sete palmos de terra. Onde diabos ele iria encontrar alguém como si naquela cidadezinha do interior?!

  Durante o primeiro dia de mudança teve que ficar em casa para ajudar sua mãe e seu irmão mais velho a organizar a casa e não notou a calma movimentação da rua. Os três só pararam para almoçar e lanchar antes de terminar a maior parte da mudança. Quando a noite caiu, o garoto já se preparava para dormir. Acostumado a dormir depois da meia-noite, estava pronto para cair na cama 9 em ponto, foi quado notou as luzes da casa vizinha.

  Olhou através do vidro. Sua nova casa estivera vazia por muito tempo, os vidros ainda estavam empoeirados. Depois de limpar o vidro com um pedaço de papel, pôde ver com clareza: Uma linda menina de pele clara, corpo esguio, cabelos pretos escorridos e olhos verdes. A garota estava sentada em uma cadeira com os pés descalços apoiados em cima de uma escrivaninha. Com fones de ouvido ela lia um livro que ele não pôde identificar devido a distância. Alguém chamou a menina e ela se virou, e ele notou um piercing no nariz e as unhas pretas. Seria ela uma personalidade forte como ele? Ele não soube responder de imediato, mas estava curioso para descobrir a resposta.

  No dia seguinte teve que acordar cedo para ajudar sua mãe a terminar a organização. Sorte, antes do almoço já haviam terminado. O garoto resolveu então, pegar seus fones de ouvido e dar uma volta. Volume no máximo e mãos no bolso. Fazia um típico friozinho de outono com folhas amarelas caindo. Uns 16 graus, diria. Pelo menos isso ele não odiava. O quê odiava era o calor. 

  Andou até a praça perto dali. Havia crianças brincando no parquinho com piso de areia. Como ele odiava crianças. Sentou-se no banco mais próximo da esquina e passou a observar. Os homens e mulheres mais velhos e alguns idosos caminhavam em volta da quadra. Garotas jovens de estilo fofo e delicadinho. Aquele tipo metido que ele odiava. Os garotos se não uns nerds sem graça, eram uns mauricinhos metidos a besta. Logo ele se lembrou da menina que vira na noite anterior. Por onde erá que ela andava??

  Ficou por ali até o final da tarde apenas ouvindo suas músicas e apenas observando. O sol já dava seus primeiros acenos de adeus. Quando se aproximava de sua casa, notou, do outro lado, embaixo da árvore da casa vizinha, a menina da noite anterior. Ele disfarçou, não queria ser notado. Entrou pelo lado da casa, e detrás do moro ficou a observá-la. Ela lia o mesmo livro e agora pôde ver: “A Metamorfose”. E caramba! Como ela era bonita. À luz do dia pôde ver toda sua beleza, até as pequenas sardas em seu rosto. Ela se vestia com uma camiseta preta, calça comprida e botas curtas sujas. Ela parecia não se importar com o quê iram dizer sobre sua roupa. E ele a admirava ainda mais com tal imagem em mente. Não percebeu o tempo passar. Quando o sol estava se pondo, a garota levantou com seu livro, e se virou de frente para a direção do menino. Ele pôde ver, então, a camiseta com estampa do AC/DC. Se contorceu tanto para a olhar melhor que, quando, notou, estava longe do muro a observá-la, onde ela também poderia o ver.  

  Seus olhares se cruzaram e o estômago e coração do menino agitaram-se. Ela parou e ficou olhando para ele por alguns segundos antes de ser chamada novamente por uma voz de homem. Ela era toda perfeita. E ele era todo errado. E jovem. Sempre fora frio e despercebido, e sempre gostou dos tipos específicos, sem muita frescura. Agora estava ele ali, longe de tudo e de todos, pensando na sua vizinha encantadora e misteriosa que lhe causava uma sensação estranha no estômago e lhe disparava o coração. “Será isso paixão?” Ele se perguntava.

  Não sabia tal resposta, só sabia que a sensação que lhe era causada quando pensava naquela garota era boa, o fazia sorrir. E ele não queria parar de senti-lá…

  - Mariana Goulart